segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Quem é o ‘seu’ Alberto Alves da Silva?


Alberto Alves da Silva, ou simplesmente o ‘seu Nenê’, é uma das lendas vivas do samba paulistano. Completou 87 carnavais e ainda vai à avenida. Há exatos 60 anos ajudou a fundar a Nenê de Vila Matilde. Ainda hoje é uma das figuras mais tradicionais do carnaval paulistano, um sambista de raiz, com sua marca indefectível: o característico chapéu.

Sua história de vida se confunde com a da escola que leva o seu nome, pois em 1949, quando ele e os demais fundadores resolveram oficializar a agremiação, se deram conta de que ainda não haviam escolhido um nome. Foi então que um dos funcionários do cartório sugeriu que dessem o nome de um dos integrantes, que parecia o mais animado entre eles, à escola. Assim nascia a Nenê da Vila Matilde, que o ‘seu Nenê’ presidiu de 1949 a 1996, quando passou a presidência da escola a seu filho, devido a problemas de saúde, mas sempre está na avenida.

Seu Nenê tem um orgulho imenso da sua escola azul e branco, a segunda mais antiga da cidade com seis títulos conquistados. Além disso foi a primeira campeã, conquistando o campeonato do Carnaval Paulistano de 1965. Se perguntarem para ele os melhores momentos, além dos títulos, foi ter desfilado no Sambódromo Carioca, em 1985, quando embarcou sua escola em ônibus e rumou para o Rio de Janeiro, além disso, o seu Nenê também exportou sua escola de samba para Portugal. Nenê ainda tem orgulho de ser afilhada da Portela, escola do Rio de Janeiro, e ter protagonizado junto com a sua madinhar a primeira roda de samba televisada em 1970.

No Carnaval 2010, lá estará o Seu Nenê completando o 61º desfile da sua escola, apenas em 2008 não foi para avenida por recomendação médica. Salve ‘seu Nenê’, os sambistas de todos os tempos reverenciam o seu trabalho!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Programa No Mundo do Samba da JUSTTV

O Programa No Mundo do Samba, da JUSTTV, terá uma edição ao vivo, o “Especial de Aniversário”, neste sábado, 29 de agosto, das 16h às 18h. O programa será exibido ao vivo, pela Internet, com a presença de convidados ilustres do Carnaval. Para assistir se conecte ao site: www.justtv.com.br

Domingo: Ação Social da X-9


Neste domingo, dia 30, a X-9 realiza a 5º edição do X-9 em Ação, um atividade social gratuita aberta à comunidade, com o tema 'Cidadania é Saúde'. Entre as atividades oferecidas estão: Verificação de pressão arterial, avaliação de catarata, saúde bucal, orientação jurídica, além de oficinas da mulher e do homem, corte de cabelo, avalição física, orientação nutricional, recreação infantil, apresentações de dança de rua e salão. A bayerai show da escola de samba encerrará as atividades às 16h30. A iniciativa conta com a parceria da Uni Sant'Anna e o apoio Lions Club, da Drogasil, da Sabesp e do Mercure Hotels.
As atividades serão na quadra da X-9, localizada no bairro da Parada Inglesa, na Zona Norte, cerca de 250 voluntários, professores s alunos dos cursos de enfermagem e fisioterapia da Uni Sant´Anna, farão exames de verificação de pressão arterial, dosagem sangüínea (para análises de colesterol, diabetes e triglicérides) e avaliação do grau de estresse, além de orientações para o auto-exame da mama, postura correta e cuidados com a pele, entre outras. Conforme o resultado dos exames, o paciente será encaminhado para hospitais e postos de saúde da região mais próxima a sua casa.
Profissionais da área da saúde ministrarão palestras sobre saúde do homem e da mulher, e haverá, ainda, um miniconsultório odontológico, que orientará e explicará sobre a importância da saúde bucal.
Enquanto fazem seus exames e participam das palestras, os pais poderão deixar os filhos aos cuidados dos alunos dos últimos semestres dos cursos de Licenciaturas da Uni Sant'Anna, que irão entreter as crianças com atividades lúdicas. Os interessados em participar devem comparecer na quadra da X-9 Paulistana a partir das 9 horas, munidos de RG, CPF e comprovante de residência (conta de luz ou telefone). Local: Quadra da Escola de Samba X-9 Paulistana: Avenida Luís Dumont Vilares, 324. Informações: (11) 2959-3377 Data: 30/8 (domingo), a partir das 9 horas até às 16h30 Quem é a X-9? Sobre a X-9 Paulistana ? Nascida em 12 de fevereiro de 1975, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana integra o Grupo Especial das Escolas de Samba de São Paulo desde 1995 e foi campeã em 1997 e 2000. A agremiação é uma entidade sem fins lucrativos, que se preocupa com a comunidade e acredita na responsabilidade social. Contribui com a sociedade por meio do atendimento a pessoas de todas as idades e níveis sociais.
FONTE: X-9

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

JP entrevista presidentes de escolas

Hoje, a partir da 0h, a rádio Jovem Pan, programa Rádio Ao Vivo, apresentado pelo radialista José Luis Menegati entrevista os presidentes Serginho (Vila Maria) e Marko (Tom Maior), que ocupam respectivamente a presidência e a vice-presidência Administrativa e de Planejamento da LIGA. No bate-papo o tema central será o Carnaval 2010.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Se LIGA, estamos no Twitter!!

A Liga Independente das Escolas de Samba está com novidades, além do BLOG estamos no Twitter...Em breve estaremos com outras novidades. Se Liga e nos siga!
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Juarez da Cruz: O Adeus ao Grande Cardeal do Samba




Há 78 anos nascia, em Campos de Goytacazes (norte do estado do Rio de Janeiro), nosso Fundador e Baluarte-Mor Juarez da Cruz.

Juarez desembarcou em São Paulo em 1948, trazendo lembranças do Carnaval de sua terra natal: o Boi Pintadinho, a escola de samba Mocidade Louca, o jongo, o maculelê... E logo passou a participar, com os irmãos e amigos, do nosso Carnaval de rua. Uma brincadeira irreverente, um grupo de rapazes vestidos de mulher, denominado Primeiras Mariposas Recuperadas do Bom Retiro. O grupo ficou a cada ano mais organizado, a ponto de, em 1963, a polícia abrir espaço na avenida São João para o grupo de garotos (desta vez fantasiados de palhaços) desfilar. E o locutor, do palanque, anunciar o bloco como “uma mocidade muito alegre”. O nome do locutor: Evaristo de Carvalho.

Logo após o desfile, cansados, os amigos sentaram-se a frente de um comércio na esquina da Avenida São João com a Rua Conselheiro Crispiniano. Discutiram sobre qual o nome que dariam ao bloco, e um deles, chamado Juarez da Cruz, disse: “o locutor disse que somos ‘uma mocidade muito alegre’, e até como uma homenagem a saudosa Mocidade Louca de Campos, nosso bloco já tem nome!” E assim, no Carnaval de 1963 o bloco ganhava seu nome: Mocidade Alegre!


Em 1967, devido a necessidade de reorganizar o Carnaval paulistano e dar novos e definitivos rumos aos desfiles, o bloco virou Escola de Samba, e assim estava fundado o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre, que teve ascensão meteórica e, chegando ao Grupo Especial, logo foi tricampeã. A expressão “cultural” sempre foi levada a sério por Juarez, tanto no desenvolvimento dos enredos (sempre buscando enriquecer culturalmente a comunidade) como na preservação do acervo e da memória do Carnaval e da própria agremiação. Foi notório, nos últimos anos, seu apoio para o fortalecimento do Departamento Cultural, bem como às ações do Departamento Jovem – tão importante para a formação de novos sambistas.

À frente da agremiação, Juarez foi o pioneiro em buscar grandes patrocinadores da iniciativa privada, fazendo parceria com o francês Phillipe Alain, presidente da rede de supermercados Peg Pag. Também impôs ao desfile a forma que todos os sambistas seguem hoje: alas, destaques e alegorias distribuídos de forma que o enredo seja claramente interpretado. Também foi o pioneiro em levar o samba de São Paulo para o exterior: em 1976, a Mocidade Alegre se apresentou na Ilha da Madeira.

“Ser Sambista é um Privilégio, Pertencer a Mocidade Alegre é Motivo de Orgulho!”
Juarez da Cruz, 1972

O lema “Morada do Samba”, dado à sede da Mocidade Alegre, não foi criado à toa: Juarez sempre se esforçou para que a quadra fosse um centro de convivência de sambistas, tendo sempre atrações convidadas que pertenciam às escolas co-irmãs, tanto daqui de São Paulo como de outras cidades como Santos e Rio de Janeiro. E na valorização da figura do sambista paulistano criou, em 1972, ano da primeira edição das 24 Horas de Samba (tradicional festa de aniversário da Mocidade Alegre), o prêmio Sambista Imortal da Morada do Samba, ofertado aos que se destacam por grandes feitos em nome da manutenção das raízes e pelo crescimento do Carnaval na Cidade de São Paulo.

Uma das cenas marcantes da história do Carnaval Paulistano é a presença de Juarez a frente da Escola com seu charuto e sua touca de pele de carneiro (presente do grande Mestre Candeia, presidente de honra da Ala de Compositores da Morada do Samba, na década de 70). Esta imagem tornou-se uma verdadeira lenda e até hoje está nas mentes e corações dos sambistas paulistanos. Conferindo assim, com muita honra e orgulho, identidade e tradição a nossa Mocidade Alegre.

E Juarez nunca mediu esforços pelo crescimento do Carnaval Paulistano: teve um importante papel de mediação entre os sambistas e o prefeito Faria Lima, para a oficialização do concurso de escolas de samba em 1968. Presidiu a UESP, a Liga, foi Embaixador do Samba e, há três meses, presidia, como Baluarte-mor, a recém-fundada Academia dos Baluartes do Samba de São Paulo.

O reconhecimento e o carinho ao grande Cardeal do Samba pode ser constatado na última terça-feira, dia 3 de março, em seu velório e funeral: familiares, amigos e sambistas de toda a cidade estiveram na Quadra Social da Mocidade Alegre, com seus pavilhões, e acompanharam o cortejo no cemitério ao som da bateria, cantando o samba-enredo Embaixadas de Sonho e Bamba (1980).

Querido Baluarte: todas as homenagens que fizermos serão poucas, por tudo o que você nos legou. Você estará presente a cada vez que o nosso pavilhão girar! Siga em paz, por caminhos de cristal e sob um lindo céu de diamantes!

Como grande vitorioso na vida e no samba, descansou com a honra de ver a Escola de Samba que fundou como a Campeã do Carnaval... Obrigado nosso Mestre... Sua lição será eterna. E, de onde estiver, esteja certo de que aqui não mediremos esforços para fazer da nossa querida Escola a grande vedete do Carnaval, pois seus ensinamentos estarão sempre conosco. Afinal, nunca estiveram tão atuais as suas palavras:


Fonte: MOCIDADE ALEGRE
Imagem: Acervo Cultural do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Associados das escolas da Liga tem desconto na peça 'Eu sou o samba'

Associados das escolas integrantes da Liga tem desconto no espetáculo "Eu sou o Samba", basta apresentar a carteirnha de sócio que esteja válida e pagará pelo ingresso o valor de R$ 30.

MUSICAL EU SOU O SAMBA
Um dos maiores sucesso teatral carioca em 2008 o musical “EU SOU O SAMBA” traz a história e o legado desse movimento cultural para São Paulo que estreio no Teatro Santa Cruz no dia 1º de agosto. A puxadora do espetáculo é a produtora Vigonne Produções a mesma que revigorou e emocionou, dos mais jovens aos mais apaixonados saudosistas, com o musical "Rádio Nacional - As Ondas que Conquistaram o Brasil".

africana à afirmação na cultura carioca. O musical , que tem como proposta celebrar a grande conquista do samba como patrimônio histórico cultural brasileiro faz excursão histórica musical pelos cenários cariocas por onde se ouvia, cantava e dançava o samba dos anos 20 aos anos 70, do maxixe ao samba-enredo.
O samba-canção, a bossa nova e outras derivações são mostrados como se desfilasse uma escola de samba, cujo enredo é a história do ritmo, desde a fase em que os sambistas eram perseguidos pela polícia à consagração em todo o Brasil. Entre um espaço e outro, cantam e dançam passistas, mestre-sala e porta-bandeira, malandros, intérpretes e compositores além de homenagear grandes personalidades do universo sambista, como: Carmem Miranda, Ary Barroso, Cartola, Jamelão, Nelson Sargento entre outros.
“Faltava um musical que falasse sobre a nossa marca registrada. Nada fala mais sobre nós do que o samba, não gostaríamos de apresentar a história do samba, apenas enumerando seus criadores, suas obras primas ou relatando as biografias de intérpretes e compositores. Queremos apresentar as pequenas grandes histórias dos personagens anônimos que fizeram do samba suas maiores inspirações.” O espetáculo dá vida e voz a personagens anônimos que conheceram e freqüentavam esse reduto cultural. Explica a produtora e atriz responsável pelo espetáculo Cláudia Vigonne.
Vigonne, coordenadora de projetos, escolheu uma equipe de renome para comandar os bastidores. Profissionais como: a carnavalesca, figurinista e cenógrafa Rosa Magalhães, o maestro Helvius Vilela, a arquiteta e cenógrafa Doris Rollemberg, o coreógrafo Carlinhos de Jesus e pesquisa do jornalista João Máximo. Inicialmente, ele chegou a 135 músicas. Ficaram 63 composições que vão dos anos 20 até os anos 70.
São clássicos dos clássicos, para a platéia cantar junto, começando com A Voz do Morro (Eu sou o samba/a voz do morro sou eu mesmo sim senhor), e passando por Jura, Pelo Telefone, Exaltação a Mangueira, Feitio de Oração, Se acaso Você Chegasse,Só Danço Samba, Diz Que Fui Por Aí, Onde a Dor Não Tem Razão, Meu Mundo Caiu", "Boneca de Piche”, "Fim de caso"," Não Deixe o samba Morrer”, "O Barracão"," Folhas Secas",” A Voz do Morro"," Alvorada", "Praça Onze”, "E por falar em saudade"," As Rosas Não Falam"," Se Todos fossem iguais a você”, e outras, chegando a Não Deixe o Samba Morrer.
Os personagens transitam entre a Praça Onze do início do século 20 e a Avenida Rio Branco, por onde as escolas desfilavam antes da construção do Sambódromo. A Lapa, os morros, o Zircatola, bar aberto por Cartola e Dona Zica nos anos 60, a quadra da Mangueira, as boates do Beco das Garrafas, os cassinos, os barracões de escolas de samba, o Teatro Municipal, palco de Orfeu da Conceição, o Copacabana Palace e seus bailes elegantes. Dentro desse contexto histórico ainda podem ser facilmente reconhecidos os terreiros, as tias, os sambistas, quitutes, crenças e devotos locais como as casas de má fama, os cabarés da Lapa, dancings e cafés do centro que também são representados, assim como as mariposas da noite, os cafetões, malandros e leões de chácara.

Teatro Santa Cruz: Rua Orobó 277 - Alto de Pinheiros.Bilheteria: (11) 3024 5191.
Temporada até: 27 de setembro
Apresentações de sexta a domingo.
Horário: Sexta às 21h30 e Sábado às 21h e Domingo às 19h.
Duração: 2h (dois atos)

Horário da bilheteria:
de terça a quinta das 14h às 19h
sexta e sábado das 14h às 21h
domingo das 14h às 19h

Classificação etária: 12 anos